Evento de Carrington foi Ainda Mais Intenso do que se Pensava

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Um estudo recente liderado por Ciaran Beggan, do Serviço Geológico Britânico (BGS), trouxe à luz uma descoberta surpreendente: o famoso Evento de Carrington, uma das maiores tempestades solares registradas na história, foi muito mais intenso do que se acreditava anteriormente. Os pesquisadores analisaram registros do campo magnético da Terra durante o evento de 1859 e concluíram que sua intensidade foi cerca de duas vezes maior do que se pensava.

O Evento de Carrington, batizado em homenagem ao astrônomo amador Richard Carrington, ocorreu no início de setembro de 1859. Carrington observou um aumento na atividade solar e testemunhou um flash de luz repentino que durou cerca de cinco minutos. Esse fenômeno foi identificado posteriormente como uma ejeção de massa coronal (CME), uma explosão de plasma magnetizado da atmosfera superior do Sol.

Normalmente, as CMEs levam alguns dias para atingir a Terra, mas esta chegou em menos de 18 horas. No dia seguinte, uma tempestade geomagnética sem precedentes atingiu nosso planeta, afetando as comunicações via telégrafo em todo o mundo, causando choques elétricos em operadores de aparelhos e fazendo com que auroras boreais fossem visíveis até nos trópicos.

Os registros originais do Evento de Carrington forneceram informações cruciais sobre a intensidade do evento, mas muitos desses dados careciam de detalhes numéricos precisos. O novo estudo, no entanto, analisou registros do evento feitos por dois observatórios em Londres e utilizou a intensidade e velocidade de mudança do campo magnético da Terra como indicadores.

Os resultados revelaram que a intensidade do Evento de Carrington foi observada, em média, uma vez a cada 100 anos, e até mesmo uma vez a cada mil anos. Isso sugere que o evento foi quase duas vezes mais intenso do que o esperado para uma tempestade observada uma vez por século. Além disso, os pesquisadores identificaram leituras de uma aparente tempestade geomagnética que ocorreu alguns dias antes do Evento de Carrington, contribuindo para sua força.

Se um evento semelhante acontecesse nos dias de hoje, os impactos seriam significativamente maiores, afetando a infraestrutura tecnológica moderna e potencialmente suspendendo temporariamente serviços essenciais para a vida cotidiana, como a internet e outras operações vitais.

O estudo, cujos resultados foram publicados na revista Space Weather, destaca a importância de compreendermos os fenômenos solares e estarmos preparados para os possíveis impactos que podem ter em nossa sociedade cada vez mais dependente da tecnologia.

Este estudo reforça a necessidade contínua de monitoramento e pesquisa sobre as atividades solares, visando proteger nossa infraestrutura e garantir a resiliência de nossas comunicações e sistemas elétricos diante de potenciais eventos extremos do Sol.

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